Escolinha
Pois é, não pensei que levaria minhas meninas tão cedo na escolinha, mas essa foi a melhor opção que encontramos para proporcionar a elas mais espaço para brincar e mais tempo para que eu possa me dedicar ao bebê.
Faz uns quinze dias que elas começaram a frequentar. No primeiro dia as duas choraram, mas a Manuela estava mais receptiva do que a Ana Lara. Nos dias seguintes continuaram com a choradeira e eu ficava arrasada achando que estava causando um mal para elas. Durante todos esses dias eu as levo depois do almoço por volta de 14 horas , fico lá por 1 hora mais ou menos e saio de fininho. Volto para buscá-las em torno de 16:30 , 17 horas. No início eu até tentei deixá-las lá dizendo que eu iria embora, que elas ficariam lá brincando com os coleguinhas e que logo , logo eu estaria de volta para buscá-las, mas vi que não funcionava. Elas choravam mais ainda. Passei então a ficar lá por um tempo até que elas se sentissem mais seguras e aí eu saria sem que elas me vissem. Parece que desse modo foi melhor, tanto pra mim quanto pra elas. Sem despedidas.
A Manuela nos primeiros dias era a que menos chorava, já Ana Lara chorava demais, até soluçar. Agora é o contrário. Manuela chora muito mais que Ana Lara e me chama o tempo todo. Não sei se é porque está gripada, mas ela está bastante apegada em mim ultimamente.
Hoje eu vi progresso nelas. Levei, elas entraram sem chorar ( coisa rara ), fomos para o pátio onde ficam os brinquedos e elas começaram com um resmunguinho. Tratei de distraí-las logo e me sentei ali por perto. Quando vi que estavam distraídas brincando, saí de fininho. Fui buscá-las e a Manuela ao me ver chorou, mas bem menos do que nos ultimos dias,mas logo parou. Ana Lara quando me viu, não chorou como antes. Sairam as duas da salinha, vieram ao meu encontro sem choro. Fiquei feliz.
Só que não foi fácil essa adaptação. Só hoje me senti mais segura quanto a escolha de colocá-las na escolinha ao ver que elas estão ficando mais tranquilas.
Falam muito do período de adaptação da criança, mas ninguem fala da adaptação da mãe. É o primeira separação que a gente vive. Levar seus filhos para ficar num lugar longe da sua casa por algumas horas, não parece coisa tão simples assim. Ainda mais se tratando de dois bebês ainda.
Nos primeiros dias eu chorava muito também. Cheguei a pensar em desistir. O Rogério foi quem não deixou. Todo mundo me dizia que eu devia deixá-las na porta da escola, dar tchau e ir embora, inclusive ele. Mas achei isso o cúmulo da crueldade. Como é que eu iria conseguir dar as costas para as minhas filhas em prantos nas mãos de gente estranha? Fiz do meu jeito. Vou com elas de mãos dadas, entro escola adentro, levo-as até o pátio, fico por lá e só depois de um tempo é que eu saio. Não quero nem saber a opinião da escola, das professoras, da vizinha , seja lá de quem for. Faço que eu sinto que é melhor pra mim e pra elas e é isso.
Parece que realmente vai ser bom para elas passarem o período da tarde lá. Aqui não tem espaço suficiente para brincarem. Elas enjoam de brincar na varanda e na sala e quando acaba o interesse delas pelas coisas que tem aqui, começam a mexer onde não devem e a subir onde não podem. Televisão acaba sendo um passatempo usado mais do que deveria. Por isso, a escolinha é uma opção de distração a mais para elas.
Primeiros dias na escolinha - Da portaria, Ana Lara já querendo voltar:
Manuela entrando sozinha nos primeiros dias:
Fazendo o que mais gostam por lá - brincando no pátio:
Escrito por Denise às 6:26 PM










