O parto - última parte
De repente escuto aquele chorinho mais doce de se ouvir. Ai Deus! É meu filho! Que emoção! E lá vejo ele nas mãos do pediatra para ser enxugado. Fiquei olhando admirada aquele ser que estava dentro de mim, ali tão lindo, tão maravilhoso e meu. E não é que eu tinha mesmo na barriga um lindo bebezão? Mal pude aguentar aqueles infinitos instantes vendo meu bebê ser esfregado antes de me entregarem em meus braços.
Quando finalmente peguei peguei meu filho junto ao meu rosto, senti novamente a emoção maravilhosa que é uma mãe ver seu bebê pela primeira vez. Saí do meu corpo e flutuei...
Não queria largar meu menino, mas não teve jeito, o pediatra o levou para o berçario como sempre fazem.
Depois, fiquei lá na sala de cirurgia sendo costurada. Fiquei sabendo ali mesmo que a parede do meu útero estava tão fina que a qualquer momento ela poderia ter se rompido causando uma hemorragia. Corri sério risco, mas a sorte me protejeu. Uma cesariana de gêmeos no ano passado e mais outra agora era muito esforço para meu útero de mulher pós balzaquiana.
Da sala de cirurgia fui para o meu quarto quase que imediatamente, sem precisar ficar jogada no corredor como da outra vez.
Me sentia muito bem. Não estava cansada e nem com sono. Fiquei acordada o tempo todo até a hora do meu filho ir para o quarto mais ou menos por volta de 17 horas.
Quando o vi chegando pela porta foi tão gostoso!
Dali em diante tudo fluiu com muita calma e naturalidade. Posso dizer que esse foi um parto onde eu fiquei mais tensa, mas tudo correu bem e meu filho chegou num clima de enorme serenidade. Essa é a palavra que melhor define como ele chegou para nós, trazendo-nos muita SERENIDADE.
Eu passei mais um dia e meio no hospital. Fiquei calma o tempo todo. Não havia nada que me tirasse a paz. Até meu pós cirúrgico foi melhor.
No dia seguinte ao parto, teríamos que registrar o bebê e nome ainda não havia sido definido. Pensei demais no nome que daria a ele. Pensei tanto que no final das contas nenhum nome me servia. Queria algo tão especial que me perdi em meio às minhas escolhas. Rogério decidiu por mim, seria EDUARDO.
Esse era um nome do qual sempre gostei. Não conheço praticamente nenhum Eduardo. Então, estava ótimo esse nome, seria o único e especial Eduardo da minha vida.
O parto foi na quarta e na sexta de manhã viemos para casa. Ao chegar, as meninas já estavam nos esperando. Ficaram olhando pra ele sem entender muito bem. Explicamos que era o irmãozinho delas, mas o que elas queriam mesmo era ficar apertando ele.
De lá pra cá, já se passou 1 mês e meio. As meninas que no começo pareciam estar meio tristonhas por eu dar muita atenção ao Eduardo, uma vez que tenho que amamentá-lo o dia todo, agora já se acostumaram com a nova rotina da casa.
Meu filho é maravilhoso. Melhor do que eu poderia ter sonhado. Estou me realizando completamente como mãe. Ele era o faltava para completar nossa família e a minha felicidade. Sou apaixonada por ele.
Escrito por Denise às 2:36 PM